11/05/2017: Nacional - Par 2x1 Cruzeiro

quinta-feira, 11 de maio de 2017



Nacional - Par 2x1 Cruzeiro
3x2 (nos penaltis)
Motivo: Jogo de volta da primeira fase da Copa Conmebol Sul-Americana
Data: 10/05/2017 (quarta-feira)
Local: Estádio Defensores del Chaco, em Assunção (Paraguai)
Gols: Thiago Neves, aos 11 minutos, Villagra, aos 16 minutos do primeiro tempo; Adam Bareiro, aos 17 minutos do segundo tempo
Nacional: Santiago Rojas; Dávalos, Herminio Miranda, Jacquet e Rojo; Jonathan Santana (Rodriguez), Paniagua, Fracisco Garcia (José Nuñez) e Villagra (Freddy Bareiro); Adam Bareiro e Salgueiro.
Técnico: Roberto Torres
Cruzeiro: Rafael; Mayke, Léo, Kunty Caicedo e Diogo Barbosa (Fabrício); Henrique, Hudson, Rafinha e Thiago Neves (Alisson); De Arrascaeta e Ramón Ábila (Dedé). 
Técnico: Mano Menezes
Cartões amarelos: Santana, Paniagua, Adam Bareiro, Rojo (Nacional); Léo, Mayke, Kunty Caicedo, Thiago Neves, Lucas Romero, Rafinha (Cruzeiro)
Cartão vermelho: Léo (Cruzeiro)



O jogo

Primeiro, a perda do Mineiro para o maior rival. Agora, a queda prematura na Sul-Americana, um dos principais objetivos na temporada. O Cruzeiro fez grandes planos para 2017, mas só decepcionou nas decisões que teve até aqui. Nesta quarta-feira, o time fez um jogo displicente e foi eliminado do torneio internacional nos pênaltis para o Nacional, por 3 a 2, depois de revés por 2 a 1 no tempo normal. O resultado aumenta a pressão sobre o grupo, o técnico Mano Menezes e a diretoria. Ao clube resta agora brigar pelos títulos da Copa do Brasil e do Brasileirão, além da esquecida Primeira Liga.

Depois de viajar ao Paraguai pela Sul-Americana, o Cruzeiro retorna ao Brasil para se concentrar na estreia do principal torneio do país. O time se reapresenta na sexta-feira, na Toca da Raposa II, e inicia preparação para receber São Paulo pela Série A, no próximo domingo, às 16h, no Mineirão.

O jogo

Com as equipes abertas, propondo jogo, Cruzeiro e Nacional marcaram ainda na metade inicial do primeiro tempo. O time de Mano Menezes começou controlando, aproveitando principalmente a deficiência na marcação pelos lados da formação adversária. Aos 11’, Diogo Barbosa alçou bola na área, ela desviou no defensor rival e sobrou para Thiago Neves, livre, marcar seu quinto gol com a camisa celeste. 0 a 1. A resposta veio cinco minutos depois. Mayke se preparava para afastar o perigo da área quando errou o domínio e serviu Villagra, que não perdoou. 1 a 1.

O gol do adversário desestabilizou o Cruzeiro. Com linhas espaçadas, a equipe encontrou imensa dificuldade nas transições, começou a errar passes em excesso e deixar a posse de bola com os donos da casa. O Nacional aproveitou a queda de produção da Raposa, ocupou a intermediária, mas pecou no último passe na maioria das tentativas. No fim da primeira etapa, os números registraram 63% de posse de bola ao time paraguaio – apenas 37% do time celeste, que teve aproveitamento de 8% nos cruzamentos e lançamentos (21 erros em 23 tentativas).

Da mesma forma que encerrou a etapa inicial, o Cruzeiro voltou para o segundo tempo. Totalmente displicente, seguiu errando passes fáceis, entregando a bola para o adversário e sem aproveitar as poucas chances que criava. Isolado na frente, Ramón Ábila foi figura praticamente decorativa. Desta vez, porém, o Nacional aproveitou o melhor momento para virar o placar. Aos 17’, Adam Barreiro recebeu sozinho na pequena área e cabeceou sem chances para Rafael. 2 a 1.

Com resultado que levava a decisão da vaga na próxima fase da Sul-Americana para os pênaltis, o Cruzeiro saiu um pouco mais para o jogo e cresceu, ainda que de forma tímida. Sem repertório, porém, voltou a encontrar dificuldades nas transições ofensivas. Com Alisson, Mano buscou aumentar o poder ofensivo, mas sem sucesso. Aos 31’, o treinador precisou trocar Ábila por Dedé depois da expulsão infantil de Leo. Com um a menos, o time brasileiro se defendeu em 15 minutos para levar o jogo para os pênaltis. Pelo menos esse objetivo conseguiu alcançar.